As Capitus de hoje em dia assim são. Escondem suas fortunas com mania de engrandecimento. Mal sabem elas que não se trata de dissimulação, tão vulgares que são não sabem o significado de tal palavra. O medo das Capitus é deveras maior do que as de antigamente, já não sabem ser caladas e obedecidas. Não existe mais tamanho mistério por volta de suas índoles, sabemos de antemão que quase nada elas valem. Tentamos fortemente combater a essa previsão, mas o apocalipse é completo, porque ninguém presta. Os presenteados entre as pernas e também as Capitus, de nada servem. Somos todos tão tolos. As Capitus com suas vergonhas travestidas em libertação feminina. A libertação feminina nos traz consternação em frente a todas as coisas do mundo. Tudo é sujo e pouco sabemos sobre a sujeira aceitável. Fazemos-nos vitoriosas, mas não encontramos um contraponto, um equilíbrio, uma forma saudável de se ser mulher. Quando abrimos nossas fortunas para todos os presenteados nos trancafiamos na imagem barata que aquela tal Bíblia inventou para nós e de misteriosas passamos a meras figuras coadjuvantes, enganadas por uma simples cobra. Sendo, pelo contrário, as cobras que rastejam por nós. Quando fazemos o contrário e supervalorizamos o que temos a oferecer perdemos o valor de mercado e até mesmo os Bentinhos perdem por nós o T Zão. Não por não sermos atraentes, bem pelo contrário, mas por estarmos a fora do entendimento que eles, rastejantes, são capazes de alcançar. E então não existem os duos gregos, não adianta mitos de andrógenos e nem mesmo Freud com toda aquela teoria de safadeza consegue explicar essa mania que todos têm por solteirice ou essa escapatória que os Bentinhos inventam de criar “relacionamentos” deveras inúteis.
Não adianta Pausânias e Banquetes de Platão. O amor não deveria ser uma troca entre duas Companhias. Não quero conhecimento, ou sexo, ou dinheiro, ou conforto em troca de “devoção”. Também não quero alguém que me complete, prefiro ser incompleta e permanecer humana. Humana e frágil, como os deuses gregos nos condenaram a ser. Porque beleza é proteína, o resto é cultural. Valide-se pelo conteúdo, querida Capitu.

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"É dessa fraqueza que nasce a suspeita. Uma suspeita que se manifesta na famosa definição de Capitu como oblíqua e dissimulada, por causa dos seus olhos de ressaca: «Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e energético, uma força que arrastava para dentro, como uma vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca». Bento vê-se arrastado por essa força, e depois disso é o ciúme (e não o enigma) o protagonista da história. «Quem é Capitu?» é questão que na verdade já não se põe, porque Capitu é apenas um espectro."