Inundada de perguntas. Afobada, bem calada, um pouco bêbada, com dores nos ombros e a voz tão mudada. Dia desses nós fomos a um bar bem bonito. Não bebi nada, o que certamente já contraria minha rotina e minha rota de finais de semana. A iluminação foi planejada para que as cores transmitissem sensações diferentes diante de tantas pessoas que coincidentemente cultivam o álcool. Já se passaram quatro anos desde os enganos do começo do ensino médio. Eu era tão mais magra. Mais certa, mais viva, mais farta de risadas e bons modos. Era uma boa amiga, boa filha, boa amante. Não me colocava no topo de nada e me jogava na frente do perigo por tantas pessoas. Hoje eu não me aventuro nem por mim mesma e pelo visto, você também não. Talvez tenham sido os países por onde você passou que transformaram você em uma pessoa com quatro sentidos. Falta-te tato, querida. Talvez tenha sido o meu ócio que me transformou em uma pessoa com seis sentidos. Falta-me espontaneidade, querida. Eu prevejo o fim de tudo, o desgaste, a queda, a comodidade, porque me pergunto demais.
Conheci pessoas que provavelmente nunca passariam pela minha vida. Na verdade, a capital do Brasil é uma cidade bastante segregada e nós estamos destinados a conhecer sempre um estereótipo, pois aqui água e areia nem sequer tentam se misturar. Não sei lidar com essas histórias internacionais, cheias de árabes milionários e chalés perto da esfinge do Egito. Adianta ir a Barcelona e não conhecer o museu do Dalí? Porque me parece perda de tempo e o tempo, ele é precioso. Pergunte-me sobre o tempo que te explicarei a relação que os Egípcios faziam com a relatividade que na época nem sequer possuía um nome, que dirá um conceito. Mas você não pergunta e se acha esperta demais.
E então conversei com a moça do cabelo curto que tinha uma inteligência estampada na cara. Falamos sobre Filosofia e bem, ela me disse coisa certeira que nem fez escala antes de me encher de emoção.
“Eu sei que não posso encontrar as respostas de tudo, mas eu preciso aprender a viver sem essas respostas ou vou para sempre adiar a felicidade”. E essa se tornou, a partir de então, a meta principal da minha vida. Antes que essa inundação de perguntas transborde de vez. Não quero mais as respostas, pois foi tão ruim descobrir certas coisas, que aprendi que a realidade nunca é igual ao que esperamos dela e a maturidade só chega quando nos tornamos leves. Leves na enchente de perguntas e vazios do peso da falta de respostas.
Viver as cegas é para quem pode.
Conheci pessoas que provavelmente nunca passariam pela minha vida. Na verdade, a capital do Brasil é uma cidade bastante segregada e nós estamos destinados a conhecer sempre um estereótipo, pois aqui água e areia nem sequer tentam se misturar. Não sei lidar com essas histórias internacionais, cheias de árabes milionários e chalés perto da esfinge do Egito. Adianta ir a Barcelona e não conhecer o museu do Dalí? Porque me parece perda de tempo e o tempo, ele é precioso. Pergunte-me sobre o tempo que te explicarei a relação que os Egípcios faziam com a relatividade que na época nem sequer possuía um nome, que dirá um conceito. Mas você não pergunta e se acha esperta demais.
E então conversei com a moça do cabelo curto que tinha uma inteligência estampada na cara. Falamos sobre Filosofia e bem, ela me disse coisa certeira que nem fez escala antes de me encher de emoção.
“Eu sei que não posso encontrar as respostas de tudo, mas eu preciso aprender a viver sem essas respostas ou vou para sempre adiar a felicidade”. E essa se tornou, a partir de então, a meta principal da minha vida. Antes que essa inundação de perguntas transborde de vez. Não quero mais as respostas, pois foi tão ruim descobrir certas coisas, que aprendi que a realidade nunca é igual ao que esperamos dela e a maturidade só chega quando nos tornamos leves. Leves na enchente de perguntas e vazios do peso da falta de respostas.
Viver as cegas é para quem pode.