
É uma pena que, para mim, o grandioso alheio pareça tão pequenino. Sortudos vocês que se convencem da validez disso que chamam de vida, ou de amor, ou de amizade. E que me entendam, eu também sou feliz - com o pé no chão de dar o nome correto a cada coisa. Desconfio dos sorrisos em demasia, ou do jeito carinhoso que amantes se tratam, ou de palavras que me fazem ouvir. Eu desconfio de vocês todos e de todos os relacionamentos do mundo. É dessa suspeita que me saio bem tanto nos dias alegres como nos lamentáveis. Não há nada que me surpreenda e há nada devo explicações. Pretendo continuar assim, independente do que digam, ou das transformações que aconteçam, ou do fim dos tempos e aquela bobagem toda que passa no History Chanel.
As duas personagens que existem em mim formam um alguém mais preparado do que esse com a experiência de quase meio século de vida que você é. Orgulho-me e me lamento todos os dias por ser quem és e amar quem amas, da forma como amas. As duas que existem em mim entram em sintonia quando decidem, juntas, a deixar a vida tomar o curso que deva tomar: a sua e a dos outros, pois a minha vai bem, obrigada. Respeito as culturas que cultivam o conhecimento dos mais velhos, mas respeito ainda mais a cultura de hoje, que entende que o vazio da era pós-industrial e a solidão do mundo midiático transformou os mais sábios em pessoas com carências afetivas e existenciais. É assim que te enxergo sem diminuir nem um pouco o respeito que sinto por ti. Só gostaria que entendesse que seu trabalho em mim acabou, já não ouço mais as suas preocupações como se elas devessem ditar a pessoa que sou, pois elas não me impedem de fazer absolutamente nada. Contra isso, não há o que fazer. Da ambigüidade que existe em minha personalidade, nasceu um ser humilde, solidário e feliz, porém desconfiado, independente e orgulhoso.
E isso é tudo. Não há o que temer. Não sou uma suicida em potencial, não terei uma overdose por vazio ideológico, não me excluo da sociedade. Pelo contrário, acho mesmo que a sociedade precisa de mais pessoas como eu e dessa modéstia nasce minha sede de vida, de conhecimento, de ultrapassar a divindade, de transformar mentes e comportamentos. Eu acredito em mim e no meu potencial acima de todas as coisas e acredito mesmo que o mundo deveria girar ao meu redor, pois esse é o único sentido certo para ele. Deixe que o mundo me convença de que eu preciso das palavras hostis, mas seja solidário as minhas certezas juvenis, sem imposições. Eu te conto tudo, quando eu quiser contar.
As duas personagens que existem em mim formam um alguém mais preparado do que esse com a experiência de quase meio século de vida que você é. Orgulho-me e me lamento todos os dias por ser quem és e amar quem amas, da forma como amas. As duas que existem em mim entram em sintonia quando decidem, juntas, a deixar a vida tomar o curso que deva tomar: a sua e a dos outros, pois a minha vai bem, obrigada. Respeito as culturas que cultivam o conhecimento dos mais velhos, mas respeito ainda mais a cultura de hoje, que entende que o vazio da era pós-industrial e a solidão do mundo midiático transformou os mais sábios em pessoas com carências afetivas e existenciais. É assim que te enxergo sem diminuir nem um pouco o respeito que sinto por ti. Só gostaria que entendesse que seu trabalho em mim acabou, já não ouço mais as suas preocupações como se elas devessem ditar a pessoa que sou, pois elas não me impedem de fazer absolutamente nada. Contra isso, não há o que fazer. Da ambigüidade que existe em minha personalidade, nasceu um ser humilde, solidário e feliz, porém desconfiado, independente e orgulhoso.
E isso é tudo. Não há o que temer. Não sou uma suicida em potencial, não terei uma overdose por vazio ideológico, não me excluo da sociedade. Pelo contrário, acho mesmo que a sociedade precisa de mais pessoas como eu e dessa modéstia nasce minha sede de vida, de conhecimento, de ultrapassar a divindade, de transformar mentes e comportamentos. Eu acredito em mim e no meu potencial acima de todas as coisas e acredito mesmo que o mundo deveria girar ao meu redor, pois esse é o único sentido certo para ele. Deixe que o mundo me convença de que eu preciso das palavras hostis, mas seja solidário as minhas certezas juvenis, sem imposições. Eu te conto tudo, quando eu quiser contar.