29 maio 2010

Brangane nos enganou

Hoje confundi um pombo com um gato. Estava sem óculos fazendo a vista diária na janela  da sala, para ver se o mundo mudou em alguma coisa. Bom... as vezes ele parece diferente. Tanto que até consigo confundir um animal nojento como um pombo com um gato. O gato, apesar de rua, sempre é de alguém e, por isso, ele não é tão nojento assim. Ele sabe precisar...
Estava com um copo d'água na mão que não matou minha sede, porque pensava em um cigarro e em você. Duas coisas que não posso ter. Aliás, você é como fumar. Não como o cigarro. Mas a sensação de ter o cigarro na bolsa e poder acendê-lo a qualquer hora. Puramente utópica e iverossímel.

"Na sala o velho parou. Fez um gesto largo com o chapéu em direção de Alice, como um nobre saudando uma rainha. Depois, na porta, olhou o homem e a mulher sérios no meio da sala e disse, grandiloquente: 'A porção que Brangane lhes deu para beber não é mortal'. Dito isso retirou-se dramaticamente."

Ainda não entendi se sou sua Alice ou sua Salete.