Quando somos sinceros demais, arranhamos o tempo e a função do existir - a existência já é uma mentira. Vivo arranhada e já não me importo. Eu vivo. Ontem contei uma mentira e ela dói dentro de mim. Não sei viver doída, por isso me importo. Doerá dentro de ti, quando, em um dia demasiado exaltado, eu usar o meu dom mais grosseiro, esse que me faz juntar as sílabas feito faca que corta a carne até mesmo de quem amo. (Leia-me nas referências). Se as palavras tivessem retorno eu choraria por teu nome. Mas elas não têm e chorar por teu nome é tolice.
O novo nome deste plural é "arrependimento".
