A chuva era uma promessa.
-Vai sair?, ela quis saber.
-Vou.
-Vai chover...
O interesse cabia dentro de um papel de bala.
-Quer fazer amor?
Pareceu um filme rodando ao contrário. Ele, que se vestia para sair, parou e foi tirando a roupa recém-colocada.
-Quero.
Ela chorou todo o tempo. Gozou chorando. Ele nunca imaginou que fazer silêncio pudesse doer tanto. A porta da rua, essa foi ficando cada vez mais longe.