Pouco antes do inferno eu disse: “Ok, só me diga a verdade”. Nunca tinha tido problemas de rejeição antes. Óbvio, já tinha sido rejeitada, muitas e muitas vezes. Mas isso não me incomodava. As pessoas vêm e vão. As vontades também. É muito natural que em um dia corrosivo te olhem nos olhos e digam “Desculpe, eu não quero mais”. Também já falei isso. A sinceridade, um dom. Gosto que me digam se estou fedendo, se tenho algo agarrado no dente, se engordei cinco quilos em uma semana, se meus sapatos não combinam com minha roupa, se preciso cortar o cabelo. Mas, principalmente, eu gosto de saber o que está acontecendo ao meu redor. Ter esse controle é vital para o bom funcionamento do meu cérebro. Preferiria mil vezes que me dissesse “Eu não quero“, do que todos esses subterfúgios que afugentam minha admiração e meu desejo. E sabe? Desejo é tudo. O mundo nasceu do desejo. E nosso mundo morrerá sem ele.
Todo esse drama. Killing me softly.