Eu queria falar sobre a vontade, aquela escorregadia que desfez o meu eu antigo. Queria perguntar se você não quer tentar se apaixonar pelo o eu de agora, porque esse meu bem, é de impressionar e as vontades dele são bem mais maduras. Mas se não quiser, está tudo bem, nós já tentamos antes e eu não gosto de círculos viciosos, de vício já basta a cafeína que tem amarelado meu sorriso. Se não for para ser de amor e nem de sombra, será do nada mais apaixonante do mundo. O nada que criamos e que nos liga com ou sem substância, com ou sem comunicação, com e sem vontade. Eu te desejo sempre o melhor e, só para constar, ainda acho que o melhor para você seria esse beijo que carrego no canto esquerdo da boca. Sem mais propagandas, quero te falar agora do travesseiro a mais que está na minha cama e que por bem menos que dá outra vez pode ser exclusivamente seu.
Enfim, meu antigo eu se debate nas mesmas chamas onde lamentam-se os motivos do nosso afastamento. Mas o novo não guarda rancor, só o canto esquerdo da boca e o direito da cama.