10 março 2008

Sobre a água no feijão.

Pode vir que cabe mais um, especificamente você. Já coloquei outro lugar na mesa e água no feijão. O arroz não ficou soltinho, não é o meu forte, saiba logo. E meu corpo também não ficaria soltinho assim, caso você estivesse por aqui.

Por você eu aguardaria todo esse tempo por mais tempo ainda, mas se chantagem funcionar, acaba logo com essa espera porque assim a recompensa será maior. O meu canto permanece o mesmo e tem espaço para você e para o seu medo e para as suas incongruências mais que fascinantes. Tem espaço para o que você quiser e meu afago será, dessa vez, especial.

Não tenha medo, eu vou ter zelo e vou deixar de ser seu espinho encravado. Vou deixar de feri-lo com frases exaltadas, com monosílabas enquanto você espera por entendimento. E eu posso cantar! Cantar para você essas mudanças que se sucederam dentro de mim, cantar o que você quiser, agora e pra sempre se você chegar para o almoço de mais tarde.