Cala essa sua boca na minha que eu perdôo a sua hesitação, me pega pela cintura e me leva pela mão, me ajuda a concertar as coisas, me ajuda! Ameniza essa dor que eu carrego no meu peito, cura esse medo que eu tenho de amar. Tenta de novo, volta pra mim, para de peça, namora comigo. Acredita na minha vontade de te gerar felicidade ou ao menos perceba a minha precisão de você, porque ela é grande e sua ausência a aumenta.
Eu queria te ligar pra te contar do meu dia, mas não sei se você poderia me ouvir ou se iria querer me ouvir. Se nem um ‘não’ você consegue me dizer, me cortaria a alma falar com as paredes novamente. Eu te levo para todos os lugares, mas não sei se é em mim que você pensa de manhã.
Reclama novamente que eu não me abro pra ninguém. Mas prepara seus ouvidos porque agora eu estou pronta pra falar. Falar no que penso, por que penso demais? Eu te falo das pessoas que passaram por mim e no que elas me mudaram. Eu te conto o que eu espero do mundo, o que eu espero de você. Eu só peço por compreensão e eu prometo te acompanhar e aceitar seus defeitos e rir com vocês todas as vezes que eu não conseguir falar papibaquígrafo. Eu te prometo concordar com o seu ideal de fidelidade, eu só não aceito qualquer sentimento de posse. Porque eu posso estar com você, mas jamais ser sua. Nós podemos existir juntos e esse é o meu ideal de relacionamento.
Eu freio meus impulsos, você acelera suas vontades e a gente faz acontecer. A gente se molda. Eu te faço caber nos meus dias suicidas e você me olha severo quando eu for grossa demais. Viu? Não repete, olhando nos meus olhos, que acha que não vai dar certo. Três anos não são nada perto da vida que está por vir e eu bem sei que nós dois não estamos felizes. Certo mesmo vai ser quando estivermos juntos.