Eu me vicio. Eu me esqueço. Eu me perco. Imagino a quantidade de coisas que acontecem sem que eu perceba. Elas não acontecem nem dentro e nem fora de mim. Porque eu não sei acontecer.
O que vêem em mim, é o que sou ou o que quero ser? Alguém, por acaso, é e quer ser o que é ao mesmo tempo? Que venham os devaneios. Reparo nos sons que o silêncio faz. Leio livros pela metade que continuam empilhados na cabeceira da minha cama. Enquanto isso o tempo passa por minhas pupilas dilatadas. Cigarros queimam. Amores acabam. Velinhos se beijam. Meu pai bebe muito café.
Eu fecho meus olhos e quando os abro já não lembro mais no que eu pensava. Eu escrevo sobre o nada porque não consigo guardar coisas significativas na minha memória. Eu perco pessoas porque não consigo guardar coisas significativas na minha vida.
Você ia e voltava e eu não me lembro de ter tido coragem pra te pedir pra ficar. O engraçado é que eu sempre te guardei na minha memória, mas não encontrava um espaço para você no meu coração e também não encontrava palavras para demonstrar como eu gostava de te ter por perto. Desculpe, mas eu só sei usar as palavras quando sinto cheiro de papel e ouço o ranger de canetas azuis (sim, elas têm que ser azuis). Guardanapos, extratos bancários e cadernos antigos estão cheios de declarações que fiz pensando na sua última tentativa. Eu te perdi pro acaso.
O que vêem em mim, é o que sou ou o que quero ser? Alguém, por acaso, é e quer ser o que é ao mesmo tempo? Que venham os devaneios. Reparo nos sons que o silêncio faz. Leio livros pela metade que continuam empilhados na cabeceira da minha cama. Enquanto isso o tempo passa por minhas pupilas dilatadas. Cigarros queimam. Amores acabam. Velinhos se beijam. Meu pai bebe muito café.
Eu fecho meus olhos e quando os abro já não lembro mais no que eu pensava. Eu escrevo sobre o nada porque não consigo guardar coisas significativas na minha memória. Eu perco pessoas porque não consigo guardar coisas significativas na minha vida.
Você ia e voltava e eu não me lembro de ter tido coragem pra te pedir pra ficar. O engraçado é que eu sempre te guardei na minha memória, mas não encontrava um espaço para você no meu coração e também não encontrava palavras para demonstrar como eu gostava de te ter por perto. Desculpe, mas eu só sei usar as palavras quando sinto cheiro de papel e ouço o ranger de canetas azuis (sim, elas têm que ser azuis). Guardanapos, extratos bancários e cadernos antigos estão cheios de declarações que fiz pensando na sua última tentativa. Eu te perdi pro acaso.
Meus cigarros queimam e minhas pupilas dilatam, minhas pernas tremem e meu ego dói. Você se foi.