Entre a prisão e o abismo, eu escolho a morte. Eu escolho os vícios da minha cidade natal. Eu escolho correr para longe disso tudo. Ninguém sabe o que se passa na minha cabeça. Cansei de sofrer pela a decadência alheia, pois que venha a minha.
“Eu não vou me trancafiar com as lágrimas e a poeira da nossa casa. Eu quero o mundo, eu quero esquecer que existo desse jeito que você me criou. Entre você e viver a festa, eu fico com a festa. Você fica sem mim e sua solidão vai te matar de tédio. Assim como eu, você é tão só que chega amarga as poesias de Andrade, com seu jeito simplório de levar a vida sem se questionar sobre o futuro do mundo e sobre o meu futuro. Você não sabe qual a diferença entre niilismo e existencialismo. Você não sabe a diferença do meu sorriso-segredo e do meu sorriso-recompensa. Você não liga à mínima e você não muda por ninguém. Desde sempre sua promessa era a de que o mundo ia melhorar para com a gente. No entanto, é você que sempre me afasta de tudo o que me faz bem. É o espinho mais encravado, porque só traz desilusão e me vicia com seu jeito de adiar os problemas. Você nunca me disse a verdade sobre o mundo e hoje quer me prender para que eu não vire uma segunda você. Não dá mais. Eu quero sofrer por minhas próprias cicatrizes, eu quero as minhas overdoses, as minhas desventuras, eu quero ser eu e ter o que contar. Me deixa ser alguém!”
“Eu não vou me trancafiar com as lágrimas e a poeira da nossa casa. Eu quero o mundo, eu quero esquecer que existo desse jeito que você me criou. Entre você e viver a festa, eu fico com a festa. Você fica sem mim e sua solidão vai te matar de tédio. Assim como eu, você é tão só que chega amarga as poesias de Andrade, com seu jeito simplório de levar a vida sem se questionar sobre o futuro do mundo e sobre o meu futuro. Você não sabe qual a diferença entre niilismo e existencialismo. Você não sabe a diferença do meu sorriso-segredo e do meu sorriso-recompensa. Você não liga à mínima e você não muda por ninguém. Desde sempre sua promessa era a de que o mundo ia melhorar para com a gente. No entanto, é você que sempre me afasta de tudo o que me faz bem. É o espinho mais encravado, porque só traz desilusão e me vicia com seu jeito de adiar os problemas. Você nunca me disse a verdade sobre o mundo e hoje quer me prender para que eu não vire uma segunda você. Não dá mais. Eu quero sofrer por minhas próprias cicatrizes, eu quero as minhas overdoses, as minhas desventuras, eu quero ser eu e ter o que contar. Me deixa ser alguém!”